VERSO 3 - CAÇADA DE SANGUE

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VERSO 3 - CAÇADA DE SANGUE

Mensagem  Apache em Qua Jun 01, 2011 5:14 pm

Transilvânia - NOITE



Sob ordem de Steve Rogers, os Vingadores Secretos foram disfarçados utilizando roupas quase medievais, pois de acordo com a S.H.I.E.L.D, com a involução tecnológica da região graças ao Inverno, a Vila folclórica que ficava próxima ao Castelo Drácula havia adotado costumes mais antiquados. Os Vingadores ainda tiveram seus uniformes substituídos. Jarvis - mesmo sem saber para quê - providenciou novos uniformes feitos de moléculas instáveis, para se adaptarem aos poderes dos Vingadores Secretos. As vestimentas eram pretas e todas possuíam máscaras. O objetivo era que, caso o grupo fosse avistado, ao menos não fosse reconhecido pelo público.
Os heróis desceram do avião a muitos kilômetros do Castelo, nos arredores de uma pequena vila. Eles ativaram a camuflagem do avião para não chamar atenção e rumaram para a pequena vila. Fazia bastante frio graças aos efeitos do inverno que chegaram à Romênia. Os heróis então adentraram à pequena vila, pois aquele era um dos únicos acessos seguros ao Castelo Drácula. Entretanto, a noção de segurança era apenas uma sensação. Os heróis estavam vestidos como os transeuntes, mas numa vila tão pequena era fácil saber quem não morava ali. As pessoas tinham uma aparência pálida e desconfiada e olhavam os visitantes como se olhassem para cães sarnentos. Foi quando uma criança brincando com uma bola entrou no caminho dos heróis. A criança tinha um olhar malicioso e sorriu para os Vingadores Secretos revelando presas vampirescas.

Criança: Forasteiros! Forasteiros!!!
As portas das casas se abriram e começaram a surgir pessoas de todos os lados. Todos com presas pontiagudas e olhos vermelhos, além da típica pele branca. Parece que Drácula não havia dormido no ponto e muitos eram os seus servos. Os malditos carregavam todo o tipo de armas vistos em vilas, desde cutelos de açougueiros a pás de coveiros. O número deles crescia e eram quase quarenta.
Mercúrio e Dane sabiam que os servos de Drácula eram adversários formidáveis e mortais. Havia uma certa história que os dois conheciam em que alguns servos do Vampiro conseguiram subjulgar o mutante En Sabah Nur, o Apocalipse, quando este defrontou-se com Drácula na Idade Média. Fazer frente ao Apocalipse já tornava qualquer um digno de nota.
Mulher com ançinho: Matem-nos! Vamos abrir suas barrigas e sugar suas tripas!

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Re: VERSO 3 - CAÇADA DE SANGUE

Mensagem  Convidad em Qui Jun 02, 2011 12:42 pm

Dentro do avião, Reed Richards estava sentado de costas para uma das janelas da aeronave, branca e embaçada pelo frio das geadas que batiam no vidro. Estava escuro ali dentro e boa parte do frio atingia os heróis, afinal aquela era uma missão furtiva e portanto boa parte da aparelhagem estava desligada afim de evitar detecção. A pouca luz presente revelava que o Senhor Fantástico encarava Luke Cage com olhos afiados. As motivações do presidente americano eram claras, e Reed entendia as razões de Luke Cage ter sido convidado para integrar o grupo. Ele estava ali para evitar aquele bando de conturbados não se transformassem em cachorros loucos. Luke era forte, determinado e íntegro, exatamente a coleira que um Capitão América exigiria para aquela matilha.

O cientista voltou os olhos para os outros colegas. O Cavaleiro da Lua era um esquizofrênico cuja luta heróica era mais interna que externa, contra seus próprios conflitos. O Cavaleiro Negro era um cientista de renome e valor dúbios, cuja mente navegava entre a realidade sólida do mundo natural e o brilho de uma dimensão literalmente vinda de contos de fadas. Mercúrio seria o mais são, mas Reed via nele o comportamento de alguém afetado por distúrbios de paranóia. Ele não confiava em nada nem ninguém, e sua lealdade era tão frágil quanto o coração de vidro que ele possuía. Richards sorriu de forma discreta, rindo pela ironia de enxergar o restante do Quarteto fechando aquele circo, sendo todos partes de um mesmo vaso que se quebrou completamente. Sue era a cola que mantinha as diferentes partes unidas. Era a humanidade de Reed, a compaixão de Johnny e o refúgio de Ben.

A aeronave pousou longe do castelo, apesar dos protestos de Reed Richards. Para o cientista, o equipamento de camuflagem daquele veículo seria mais do que suficiente para abordar a fortaleza de Drácula sem grandes problemas, e mesmo a idéia de se fantasiar de locais era estúpida para o Senhor Fantástico. Para que se disfarçarem e se esgueirarem pelas ruas quando podem avançar invisíveis graças aos seus refratores de luz? A urgência em encontrar com o líder da região, porém, fez com que Reed deixasse tais questões de lado. Ele costumava ser o líder. Agora ele não era, então precisava se acostumar.

Enquanto caminhavam pelo vilarejo, o doutor Richards apertou-se dentro do casaco rústico que usava por cima do uniforme negro. Não por frio, mas por prever que aquela aproximação imbecil resultaria em problemas. Ele consultou o monitor do radar em seu pulso, que scaneava as proximidades em um raio de 600m, e percebeu com espanto o número de pessoas que se aproximavam deles. Quando a menina surgiu e sorriu para os heróis com dentes afiados, Richards rangeu os dentes ao constatar que havia calculado bem. O vilarejo era recheado de vampiros, como Drácula.

E como Drácula, compartilhavam suas fraquezas.

O Senhor Fantástico não perdeu tempo. Mal a criança havia erguido suas presas em direção do grupo, Reed ativou o cinto eletrônico que usava por baixo daquelas vestimentas primitivas. De imediato uma aura esbranquiçada revestiu o herói, queimando e causando dor a qualquer vampiro que se aproximasse.

->AFASTEM-SE!<- Gritou, dando um passo a frente. Ele falava em romeno. ->AFASTEM-SE OU INUNDAREI ESTE VILAREJO COM PRATA<. -Reed rugiu com os olhos saltados, sua face pálida diante da luz não-natural das particulas de prata contornando o ar ao seu redor. O banco de dados dos Vingadores foram de grande utilidade para Reed montar um verdadeiro dossiê anti-vampírico. Não interessa se eram criaturas de magia, haviam fatos bem físicos em suas naturezas. Como a alergia e o processo de combustão que a raça iniciava diante do menor contato com argentum.

E Reed estava disposto a provar que não estava brincando. Se lhe dessem oportunidade, agarraria uma daquelas criaturas e a puxaria para dentro de seu campo de força prateado. Talvez quando um deles se dissolver em poeira nas mãos de Richards, todos os outros fujam e se escondam em suas valas imundas.

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Re: VERSO 3 - CAÇADA DE SANGUE

Mensagem  Mercúrio em Dom Jun 05, 2011 4:38 am

O que aconteceu com o lema "uma vez vingador, sempre vingador"? Esse questionamento percorreu a mente de Pietro na mesma velocidade com a qual ele foi para a Transilvânia. Ele ficou profundamente irritado por Crystalia não receber o amparo espontâneo dos Vingadores. Afinal, ela já foi um vingadora. Mas aquela não era a primeira vez que os Vingadores abandonavam um dos seus e certamente não seria a última. Por outro lado, a sugestão de uma parceria com o Cavaleiro Negro e o Quarteto Fantástico também não agradou Pietro. Então ele tomou a decisão de ir sozinho para a Transilvânia.
A possibilidade de Wanda estar na companhia de alguém como Drácula, deixou Pietro desconsolado. Não apenas por temer o destino dela, mas por reconhecer que ele não cumpriu sua promessa de encontrar Wanda onde quer que ela estivesse. O rapto de Wanda ocorreu na República Tcheca e para alguém com a rapidez de Pietro, a ida de Praga para a Transilvânia era praticamente um pulo. Afinal, tanto a República Tcheca quanto a Romênia, eram nações do Leste Europeu. Ambos países estavam na mesma região. Ou seja, Pietro vasculhou o mundo todo atrás de sua irmã, mas esqueceu de procurar nos locais mais próximos por considerar que eram óbvios demais. Derrotado e aflito, Pietro invadiu o antro de Drácula sem qualquer prudência. Impetuoso, ele avançou na direção do Castelo de Drácula. Na sua pressa, ele ignorou completamente os estranhos aldeões da aldeia ao redor da imponente construção gótica. Ele passou pelos servos de Drácula como um raio. Se eles perceberam Pietro ou não, era irrelevante para o velocista mutante. A intenção de Pietro era entrar no Castelo de Drácula para esquadrinhar cada câmara do lugar rapidamente, na esperança de encontrar sua irmã e sair dali sem demora.


Última edição por Mercúrio em Qui Jun 16, 2011 3:08 am, editado 1 vez(es)

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Re: VERSO 3 - CAÇADA DE SANGUE

Mensagem  Luke Cage em Sab Jun 11, 2011 10:36 am

Diante da resposta do Capitão, de que Peter já havia sido enviado em missão com o outro grupo, mas que no retorno desta eles iriam retomar a conversa, Luke partiu na fatídica missão de encontrar o "rei dos vampiros". Antes de deixar a base, ele se despediu de Jéssica e Danielle e deixou um bilhete para o Homem Aranha nas mãos de sua esposa.
Ele ainda passou um tempo preparando algumas coisas para levar na missão, ele lembrou de quando atuou junto a Blade, Irmão Vodu e o Pantera Negra, na contenção de uma colônia vampira em New Orleans. Lembrou de como foi combate, as armas usadas e as recomendações dos amigos. A principal: não deixar que os vampiros se aproximem.
Tendo isso em vista, ele pegou algumas peças que Blade havia lhe fornecido após o combate, para um dia como aquele: uma espada de prata, dois braceletes de prata com lâminas e uma espécie de pistola de raios ultra-violeta. Ele coloca o equipamento e veste a roupa para infiltração, seguindo em direção ao hangar.
*****************

A viagem é relativamente silenciosa. A frente de Luke está Reed Richards com um olhar que beira a insanidade. Luke por um instante tenta divagar sobre o que estaria pensando aquele homem. Um homem que por um período vestiu os sapatos do seu pior inimigo e aparentemente se sentiu confortável demais neles... Um homem que perdeu a sua única conexão com a realidade e a vida, conexão que lhe foi tirada de forma estúpida em um plano ainda oculto... Um homem sem nada a perder e que não hesitaria em usá-los da forma que melhor lhe garantir sua vendeta. Um homem perigoso para se ter ao lado.
******************

A descida da nave segue conforme o programado e o grupo inicia a caminhada, sendo logo abordado por uma garota vampira. Uma velho grita algo sobre beber das tripas dos heróis e alguns dos aldeões se voltam na direção destes. Reed é o primeiro a agir e aciona uma espécia de campo de proteção. Luke se mantém atento e fala em voz alta:

Arrow Pro bem de vocês, é melhor nos deixarem seguir em paz.

Ele em seguida se vira para seu grupo e diz:

Arrow Acho que vocês já sabem as regras da missão: 1) Ninguém age sozinho; 2) Ninguém fica pra trás; 3) Sem derramamento de sangue desnecessário.

Ele ainda fala:

Arrow Blade me disse que dependendo do grau de vampirização, essas pessoas já não são mais consideradas como vivas. Então fiquem atentos a isso quando agirem.

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Re: VERSO 3 - CAÇADA DE SANGUE

Mensagem  Cavaleiro Negro em Qua Jun 22, 2011 8:14 am

Dane ainda se atinha ao grupo pelos mesmos motivos que Luke Cage, porém ficou em total silêncio durante todo o período que o pessoal da Shield chegou. Ele não tinha mais certeza sobre nada que viesse de Stark ou Strange.

E mesmo sentindo-se feliz porque Rogers havia se tornado o presidente as ligações com pessoas como Nick Fury, que claramente manipulou os heróis para invadirem a Latvéria há alguns anos, o fazem pensar sobre como ainda confiar. O próprio Tony Stark estava ali, entre eles, ditando as necessidades de como agir contra a força mística que se levantava contra eles.

Só que tudo aquilo era desesperador, a última vez que Stark esteve a frente de uma missão de calamidade cósmica eles foram apunhalados por trás por Doom e pelo próprio Homem-de-Ferro. Agora Reed Richards estava por aí, com a tecnologia do Doom, exatamente como Valerie Cooper disse que eram as intenções do governo que ocorresse...

Mercúrio fugir dos olhos deles era algo que agradou o Cavaleiro Negro, mas ele não quis dizer nada. Ele não tinha mais aquela preocupação tola e romantica... Pelo menos ele queria muito achar que não tinha... Ele sabia que Pietro iria para Transilvânia.

Ter de contar com Reed para poder descobrir o que houve com a Mulher-Hulk, para poder entender seu próprio problema quando aprendeu a canalizar as energias físicas e místicas que atingem as sementes dos celestiais em cada um, era aterrador. Ele sabia que o próprio Reed havia sofrido manipulações mentais por parte do governo... Mas sabia também que se Reed descobrisse isso sua psiquê jamais seria a mesma...

Era o que o Cavaleiro sabia... Mas o que ele sabia não necessariamente era verdade.

Quando os camponeses gritaram com ele, Dane apenas ficou ouvindo...

Confiava nas decisões de seus amigos. Ele por hora mantinha-se em silêncio mais um tempo, pensando como se previnir contra o que Pietro, em sua impulsividade, viesse fazer.

Ele precisava traçar uma estratégia era contra a retaguarda. Afinal ficou um Homem-de-Ferro para trás e um receio sobre um velho amigo Doutor que hoje lhe parece um estranho.





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Re: VERSO 3 - CAÇADA DE SANGUE

Mensagem  Convidad em Qui Jun 23, 2011 8:17 pm

Estou sentado em uma poltrona confortável de um avião, indo para uma missão da qual eu não me importo, na companhia de certas pessoas desagradáveis, quando eu deveria estar caçando o assassino da minha irmã. De pernas e braços cruzados, meu descontentamento é tão grande que meus dedos ficam batendo contra o meu braço e meus pés balançam, de forma que eu não consiga disfarçar o que sinto. Por que diabos eu tenho que ir atrás do Drácula? E desde quando eu aceitei ser um Vingador? Não sei como vim parar aqui, mas muito provavelmente foi seguindo o pulha do Reed. Pelo menos o Coisa está aqui comigo.

...

Finalmente chegamos. Eles ligam a camuflagem da nave e me mandam vestir uma roupa preta para me disfarçar. Como se isso fosse dar certo, mas eu visto. Saímos do avião e seguimos rumo ao castelo. No caminho, somos constantemente olhados pela população de gente estranha que tem nesse lugar, quando um moleque com uma bola aparece na nossa frente e adivinha? Ele nos descobriu! E adivinha de novo! Ele e todos os caras a nossa volta eram vampiros. Ótimo para começar o dia! Logo nosso destemido líder dá as ordens.


Luke Cage: Acho que vocês já sabem as regras da missão: 1) Ninguém age sozinho; 2) Ninguém fica pra trás; 3) Sem derramamento de sangue desnecessário. Blade me disse que dependendo do grau de vampirização, essas pessoas já não são mais consideradas como vivas. Então fiquem atentos a isso quando agirem.

Jhonny Storm:
EM CHAMAS!

Eu entro em chamas e me lanço em voo. Lá aumento ainda mais as chamas fazendo uma claridade ainda maior. Pela teoria, Vampiros não se dão bem com claridade, e é isso que eu tenho em mente. Sei que isso também vai atrair muita atenção, mas já nos descobriram mesmo, então dane-se.

Tocha Humana:
Para finalizar, sintam o calor do garotão aqui!

Jogo várias rajadas de chamas em cima alguns deles, que não crianças, para carboniza-los. Cansei de ser bonzinho com os caras maus, ser bonzinho sucks! Minha irmã está morta por isso, porque não pegamos pesado! Sei que o Luke Cage vai reclamar também, mas não dou a mínima.

Tocha Humana:
Você mesmo disse que eles já estão mortos, Cage. Gente morta não deve se mexer.

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Re: VERSO 3 - CAÇADA DE SANGUE

Mensagem  Apache em Seg Jul 11, 2011 3:16 pm

Os heróis viam-se cercados pelos vampiros seguidores de Drácula. Como fanáticos religiosos, aqueles seres não mediriam esforços para acabar com os homens que desejassem incomodar o seu precioso Amo. Os heróis ficaram então em círculo, onde um cuidava das costas do outro. Apenas Johnny saiu desta formação e alçou vôo para combatê-los.
Reed então ligou o seu cinto criando uma potente luz que começou a afastar os vampiros. Desta forma, muitos deles recuaram e as partículas de prata que o aparelho emitia fazia com que pequenas queimaduras começassem a surgir na pele dos malditos.
Entretanto, a artimanha parecia durar pouco. O cinto começou a piscar e falhar, o que arrancou sorrisos da trupe de mortos vivos. Não era de se espantar que aquela vila estivesse voltando à Era Medieval. O Inverno já havia chegado áquele local onde Deus esqueceu. A mesma coisa aconteceu com a pistola fotônica de Luke e com os medidores do Cavaleiro Negro. A neblina fantasmagórica no local não era apenas por conta do clima... era o próprio Inverno se manifestando no lugar.
Assim, Johnny começou a lançar bolas de fogo em cima dos vampiros. Os ataques do Tocha causavam exploões e incêndios nas casas de telhado de taipa. Mas isso não incomodava o Tocha de maneira alguma. Agora a neblina ficava menos espessa, pois os focos de luz que Johnny provocou facilitavam a vida dos heróis.
Os vampiros então aproveitaram-se da pane nos equipamentos do Sr. Fantástico e saltaram sobre os heróis como formigas em cima do açúcar. Os heróis afastavam-nos como podiam. Os que tinham mais facilidade até o momento eram Luke Cage e Cavaleiro da Lua por estarem portando armas de Prata e Dane, por portar uma espada encantada, a espada de Ébano. Mesmo assim, os vampiros eram muitos. Sua agilidade era incrível e estava começando a ficar difícil segurar todos.
Então, a batalha cessou por alguns instantes e uma voz esganiçada foi ouvida.


Noturno: HAHAHAHAHAHAHA! Vocês pensam mesmo que podem vir até aqui e interromper as mediações de meu mestre? Meine freunde, vocês são um tanto audaciosos. A porta está aberta, se estiverem disposto a tocarem a campainha! HAHAHAHAHAHA! Permitam-me apresentar... o nosso humilde porteiro!
Dizendo isso, Noturno sumiu em uma nuvem azulada e incendiária. O vampirismo em Kurt fez com que ele despertasse o seu lado demoníaco que muitos supunham sequer existir. Sua personalidade estava cruel e zombeteira e até mesmo seus poderes mutantes sofreram alterações mais drásticas.
Quando ele sumiu, os heróis sentiram o chão tremer... uma... duas... três vezes. Podia-se ver uma cabeça passando por trás das casas... algo muito grande. Noturno vinha em seu ombro. Era um ser de pele escura e aparentemente dura. Tinha quase 7m de altura e devia pesar não menos que boas toneladas.
Noturno: O mestre Drácula tem feito experimentos interessantes. Este é um de seus muitos... brinquedos. Sintam-se à vontade para chegarem para o chá da noite! Lebewohl! (adeus em alemão)
A criatura gritou alto.



Os vampiros sorriram pela vantagem que haviam recebido. De fato, Drácula não parecia disposto a receber ninguém em sua morada...

************************************

Pietro decidiu que iria à Transilvânia sozinho. Ele se questionou durante o caminho sobre as motivações de Rogers e o que haviam se tornado os Vingadores hoje em dia. Apenas soldados da Fortuna, ou algo mais? Era fato de que Tony Stark não bancaria mais os Vingadores. As últimas ações do grupo antes de se dividirem havia causado a baixa em suas indústrias e o patrocínio à super equipe não valia o risco. Sendo assim, precisariam de outro laranja e as nações unidas foram a saída. Obviamente que quem paga a conta quer pedir o que comer, então Pietro sabia que a jogatina de poder existiria em meio áquilo. A grande pergunta era: Até quando Rogers ia se manter firme e quando passaria a ser só mais um joguete... ou um corrupto? Essas respostas Pietro não conseguiria ter, ao menos não agora.
Ele chegou à Transilvânia antes dos outros Vingadores, afinal, ele era tão ou mais rápido que o Novo Quinjet e saiu pelo menos meia hora antes dos Vingadores vestirem seus novos uniformes. Ele passou como um relâmpago pelas florestas que entrecortavam o país até chegar à vila de Drácula e depois a seu castelo. Fazia muito frio e o seu comunicador começou a dar uma pane, o que mostrava que o Inverno estava ali. Foi quando ele sentiu aquele cheiro no ar... o perfume de Wanda. Pietro havia sentido este cheiro nos últimos dias, pois só o que sobrou de sua irmão foram isso e as lembranças. Ele também havia feito companhia à ela na hora de dormir todos estes dias e o aroma tornou-se parte de seu repertório de queridas lembranças. Foi então que ele a ouviu cantarolar.



Wanda estava passeando com uma capa de frio vermelha em meio ao Castelo com jeitão abandonado. Ela logo o viu, sorriu e correu para abraçá-lo.
Wanda: Irmão! Irmão! Que saudades! Achei que tudo estava perdido para mim quando a bruxa me levou, mas eu fui salva. Eu desmaiei. Gritar tanto e o medo bloquearam minha respiração e meu raciocínio e eu apaguei. Foi quando eu abri os olhos e lá estava ele...
Antes que Pietro pudesse se perguntar quem, o misterioso salvador apareceu levitando diante dele. com toda a sua imponência.


Magneto: Olá, filho. Independente do que pense de mim, precisamos conversar.

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Re: VERSO 3 - CAÇADA DE SANGUE

Mensagem  Convidad em Ter Jul 12, 2011 3:46 pm

A luz pálida do maquinário de Reed apagou-se, e o mesmo ocorreu com o brilho de confiança em seus olhos quando o campo de particulas de prata simplesmente se desativou. Em instantes a cortina de proteção caiu, e caíram também os vampiros, saltando e atacando o pequeno grupo de novos membros dos Vingadores. Reed nunca fora um guerreiro e nunca dividiu os instintos de batalha de um, mas seu corpo maleável e seu raciocínio incrível ofereciam ao cientista um nível de agilidade que não ficava muito atrás de homens como Peter Parker e Matt Murdock.

O tronco do Senhor Fantástico dançou entre as garras e mordidas, girando sobre si mesmo, alongando-se como uma serpente e esquivando a vasta maioria das investidas vampíricas. Os poucos golpes que o atingiam eram pouco úteis: a carne de Reed escorreria como borracha derretida entre as unhas afiadas e armas das criaturas. Aquilo, é claro, não o protegeria para sempre, de modo que era necessário atacar.

Uma das mãos de Reed cresceu e agarrou a cabeça de um vampiro pela nuca, erguendo-o do emaranhado de braços e pernas a grande altura, para então arremessá-lo como um boneco para uma casa distante. O outro punho serpenteou em alta velocidade entre as pernas de um grupo de vampiros, enrolando-as em um poderoso puxão que derrubou um bom número deles. Mas eles eram muitos, e Reed não venceria através da força.

Johnny se ergueu como um farol de esperança, lançando lambidas de chamas e explosões de fogo sobre aqueles monstros inumanos. Reed sentiu o ímpeto de coordená-lo no combate, como fizera por tantos anos no Quarteto. -Johnny, faça um círculo de fogo para nos proteger! Sue, crie uma redom... -A voz do cientista falhou ao lembrar-se de sua mulher. Ela não estava em campo. Eles não eram mais o Quarteto Fantástico. Ela estava morta. Reed ficou mudo e sem forças, incapaz de agir além, e então, por misericórdia divina, ou melhor, misericórdia mutante, os vampiros recuaram.

O chão tremeu, e uma aberração de Drácula ergueu-se entre os menores. Noturno o apresentou como bicho de estimação do senhor daquelas terras, e carrasco do grupo. Reed torceu os dedos em raiva e assistiu o monstro se aproximar.


Reed pensou no seu grupo. Conhecia as limitações e os poderes de cada um deles. Sabia que poderia imobilizar aquele monstro por tempo suficiente para o resto do grupo agir. Sabia que Johnny Storm poderia banhar ambos com uma poderosa labareda, capaz de destruir a carapaça resistente daquele monstro, e sabia que seu uniforme de moléculas estáveis poderia resistir as chamas de Johnny. Sabia que Luke Cage tinha força suficiente para enfiar os dedos na caixa toráxica do enfraquecido monstro e abri-la como a boca de um animal, expondo seus órgãos apodrecidos e retorcidos. E sabia que o fio da espada do Cavaleiro Negro seria o suficiente para empalar aquela cria vampírica e neutralizá-la, senão destruí-la, de imediato.

Sabia de todas essas coisas, mas nada fez. Não se moveu. Ele não era o líder dos Vingadores Secretos. E portanto aguardou.

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Re: VERSO 3 - CAÇADA DE SANGUE

Mensagem  Cavaleiro Negro em Qua Jul 13, 2011 11:50 am

O Cavaleiro não estava mais com paciência. Ser comedido nunca foi uma de suas qualidades, ele sente que Reed poderia ter auxiliado muito mais se estivesse ciente do que esta acontecendo, mas parece que o remorso e a culpa estão consumindo o cientista.

Richards lutou pelo que achava certo, sempre foi um herói. Ele foi a única barreira para impedir que Doom dominasse o mundo. Agora ele era o Doom... isso e uma esposa morta.

Sem muita opção Dane avançou com sua espada mágica e em um instante posterior ele gritou:



-Avalon!



Um brilho reluzente misturado com uma fina luz ultra-violeta emanou de seu escudo elmo e botas. Ele fez isso para abrir caminho cortando vários vampiros avançando em direção de uma das pernas do gigante de pedra. Enquanto faz isso ele fala para os outros membros da equipe, liderando-os instintivamente como fez nos tempos da Guerra Civil ao lado do Pantera Negra.



- Cage me dê uma cobertura aqui! Precisamos ir para cima daquele sujeito! Tocha Humana, continue protegendo Reed, até ele cair em si! Konshu, preciso que atinja os olhos do golem!


Dane avança com as luzes e ataca as pernas do monstro repetidas vezes esperando ser protegido em seu avanço não só pela luz brilhante como também por Luke Cage. Ele espera que Jonnhy não se torne tão explosivo nesse meio tempo.

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Re: VERSO 3 - CAÇADA DE SANGUE

Mensagem  Luke Cage em Qua Jul 13, 2011 2:44 pm

Realmente não era a coisa mais fácil do mundo ser um vingador... Luke e sua equipe haviam chegado há poucos minutos à transilvânia e estavam encarando um povoado inteiro de vampiros sedentos por seu sangue. Pra piorar, o efeito mágico que estava parando as máquinas por todo o mundo já havia chegado ao lugar, tirando a possibilidade do uso de equipamentos tecnológicos. Ele então se esforçava ao máximo para derrubar os vampiros que se jogavam contra o grupo, usando a espada de prata dada por Blade e sua força sobre humana.
Ele quase se alegra ao ver a aparição de Noturno, porém, logo percebe que ao invés de ajudar aos heróis, o X-man agora fazia parte do exército de Drácula e trazia junto a si um enorme gigante de pedra.
Toda a adrenalina presente no ar só o mantém mais atento a toda a movimentação no cenário. Ele observa o Tocha Humana usando sua impulsividade e poderes para afastar os vampiros e se sente próximo da dor do garoto. Observa Reed apresentar um lampejo de que se lembra de seus tempos de quarteto e rapidamente se deixar abater pela perda de Sue. Observa também Dane Whitman se mantendo frio e focado frente o que estavam enfrentando. Ele por um instante acreditou que a equipe poderia ser mais do que uma "equipe de faxina" que seria solta para apagar incômodos. Por um instante ele pensou que poderiam, ainda que com tanta dificuldade fazer diferença... Foi nessa hora as passadas próximas do monstro o trouxeram de volta à realidade.
Vendo Dane avançar, Luke decide finalmente coordenar os esforços numa ação intensiva.

Arrow Se eles querem acabar com a gente vão ter que suar. Já que a entrada furtiva acabou, é hora de botar pra ferver com essa zorra! Tocha, Abre espaço pra gente agir e depois solta todo o fogo que você puder nesse tijolo ambulante! Reed, vou precisar que você segure o bicho pro Tocha agir e que tente segurar o azulado no meio do caminho. Eu sei que é coisa pra cacete pra fazer, mas você é o cara mais inteligente do mundo e ainda pode abraçar NY sem nem suar, então faz o que tu puder! Cavaleiros da Lua e Negro, vocês precisam dar cobertura aqui em baixo, antes que um dos chupadores de sangue aproveite a chegada do grandão pra lanchar. Se tiverem chance de ajudar a acertar o Noturno nesse meio tempo, também fiquem a vontade. Só não matem o cara. Ele já foi um dos nossos e pode voltar a ser se tudo der certo.

Ele então se vira para Ben Grimm e diz:

Arrow Tu ficou com a parte mais divertida do lance, meu chapa! Eu já vi o Logan fazendo uma parada com o Colossus que acho que pode dar certo aqui... E já que tu é o piloto da equipe, é o cara certo pro trabalho. Segura tuas pedras que tu vai voar agora!

Luke então começa a girar e em seguida faz um arremesso especial do Coisa na direção do monstro. A intenção seria atingir a cabeça e, se possível os olhos, conforme Dane havia sinalizado. Ele sabia que o plano exigiria trabalho de equipe e esperava que a equipe conseguisse executá-lo.

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Re: VERSO 3 - CAÇADA DE SANGUE

Mensagem  Convidad em Qua Jul 13, 2011 4:08 pm

Reed ergueu os olhos para o topo das casas, procurando por Noturno. Então ele teria que imobilizar um monstro maior que o Hulk E agarrar um teleportador? "Obrigado Carl Lucas", pensou Reed Richards enquanto o líder continuava dando os comandos para a equipe. Se Tocha e Coisa fossem atacar com força total o monstro, então era melhor Reed esperar a sua vez. Enquanto o resto do seu time avançava, Reed Richards praticamente desapareceu por baixo dos tecidos rústicos que se cobria. Derreteu como um líquido espesso, escuro, graças a cor negra de seu uniforme de Vingador Secreto, e se espalhou entre a terra e as folhagens, procurando afastar-se do combate e flanquear o Noturno, onde quer que ele estivesse.

Uma vez que localizasse o mutante, Reed, agora não menos que um lago de piche negro, escalaria as paredes da construção ou da árvore onde Noturno se encontrasse. Exatamente como uma sombra. Richards sabia que o mutante era extremamente rápido e veloz, e com o menor deslize do líder do Quarteto, Noturno desapareceria para longe... ou pior, partiria para a ofensiva. Quando estivesse pronto para o bote, Senhor Fantástico atacaria como uma pantera, envolvendo o mutante em seu corpo pastoso e grudento tão rápido quanto um disparo. O Senhor Fantástico buscaria a boca e o nariz do mutante, escorrendo para dentro do mesmo até que este sufocasse e ficasse inconsciente pela falta de ar.

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Re: VERSO 3 - CAÇADA DE SANGUE

Mensagem  Mercúrio em Sex Jul 15, 2011 12:05 am

Pietro passou pelos portões entreabertos do Castelo de Drácula. Quando vislumbrou o jardim na entrada do local, Pietro sentiu o aroma inconfundível do perfume de sua irmã. Em seguida, ele viu Wanda cantarolando calmamente pelo jardim.



Ao notar a presença do irmão, Wanda correu na direção dele sorridente. Os irmãos compartilharam um forte abraço. Pietro ficou aliviado por constatar que Wanda estava bem, mas não deixou de perceber que ela não parecia nem um pouco assustada com aquela situação. Ver Wanda cantarolar tão despreocupada apesar de estar na morada de um monstro terrível, deixou Pietro em alerta. Desde a longa temporada em Praga, Pietro notou que a sanidade de Wanda estava deteriorando. Infelizmente, ele não tinha condições de fazer muito pelo estado dela. Mas ele lutaria por ela até o fim.
Para verificar o quanto Wanda tinha consciência do perigo ao redor dos dois, Pietro questionou se ela sabia onde eles estavam. Por alguma razão, ela parecia não temer perigo algum.

- Você sabe onde estamos, Wanda? Esse é o Castelo de Drácula. Não estamos seguros aqui. Nós temos que partir imediatamente. Ante que bruxos e vampiros apareçam...

Então Wanda relatou para Pietro as poucas recordações que tinha do rapto. Aparentemente, o pai deles, Magneto, resgatou Wanda de algum modo. Em seguida, Magneto apareceu acima das cabeças deles, flutuando no ar, para o completo desagrado de Pietro.



Para Pietro, tudo aquilo era muito suspeito. Wanda disse que desmaiou após o ataque da Bruxa. Quando acordou, Magneto apareceu convenientemente ao lado dela. Pietro tinha motivos para duvidar das boas intenções do pai e demonstrou sua desconfiança.

- Na última vez em que conversamos, você tentou me matar¹. Então me desculpe se eu não estou muito animado com a possibilidade de conversar com você, pai.

Pietro fitou seu pai com rancor. Ele temia por Wanda e não queria que ela permanecesse nem mais um segundo naquele antro de escuridão. Então ele carregou Wanda em seu ombro e correu para longe dali.

1. Na conclusão de Dinastia M.

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Re: VERSO 3 - CAÇADA DE SANGUE

Mensagem  Convidad em Sex Jul 15, 2011 2:53 pm

Nunca ouvi tanto meu codinome quanto agora, todos me pedem para fazer alguma coisa, mas esquecem de que eu sou um cara só. Resolvo fazer o que o Cage me pediu, até porque foi o único pedido que me interessou, vou com tudo nesse monstro idiota.

Não tenho tempo pra ficar esperando o Reed resolver segurar o cara, parto logo para cima. Voo em volta do local atirando bolas de fogo nos vampiros que restaram, abrindo caminho pra equipe. Depois fico em uma distância segura para não tomar uma bordoada desse bicho e disparo uma rajada de calor, sem me importar com o que vai acontecer com ele.



Tocha Humana:
Vai se acostumando com o calor, porque pra onde tu vai é muito pior!

Continuo nesse ritmo até que o Cage e os outros comecem a agir. Quando eles se aproximarem e atacarem eu irei formar um circulo de fogo em volta, para que não tenham interferências de outros vampiros.

Depois volto a acabar com a raça desses chupa sangues miseráveis.


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Re: VERSO 3 - CAÇADA DE SANGUE

Mensagem  Apache em Seg Jul 18, 2011 10:14 am

A equipe agiu como um relógio... talvez não suíço, mas ainda sim um bom relógio. Dane e Luke pareceram meio que dividir a liderança por algum momento. Ao gritar AVALON! alguns dos mortos-vivos temeram a luz e saíram de perto do Cavaleiro Negro e do Lunático. Então, Dane partiu em direção ao gigantesco monstro e começou a cortar as suas pernas. A espada de Ébano podia cortar qualquer coisa no mundo e este monstro era uma delas. Quando Dane passava a espada, ele rasgava a pele dura da criatura e via que, por dento, ele tinha uma coloração alaranjada e bruxuleante, lembrando uma fornalha.

Então, Johnny ateou fogo na criatura, enquanto criou caminhos de fogo para que os vampiros não passassem e o grupo passasse a agir mais livremente. Spector dava conta dos vampiros que tinham a audácia de pular as labaredas. Por sorte, a Lua estava com a metade da face para fora e isso deixava o Cavaleiro da Lua mais forte e rápido.

Luke então pegou o Coisa e preparou o arremesso especial dos mutantes. Só que ele e Ben nunca haviam treinado essa manobra arriscada. Sendo assim, nem tudo foi como planejado. Luke agarrou Ben pelo calção e gola da camisa, girou e o jogou. Não era possível fazer o mesmo arremesso que Piotr e Logan, afinal, Wolverine não pesava tanto quanto Ben e era diminuto. Colossus conseguia erguê-lo como uma lança. Já Ben teve de ser arremessado como um saco de batatas.
Coisa: Como...?! Hey! Peraêperaêperaêeeeeeeeeeeeee!!!!
O arremesso não saiu como o planejado. Ben esqueceu-se de colocar as mãos para frente e atingiu o monstro com sua cabeça. Só que não atingiu-o na cabeça, mas sim no tórax da briatura. Com os cortes de Dane na perna e a pancada de Ben impulsionada pelo Luke, a criatura desequilibrou-se e caiu. Ben tirou a cabeça de dentro do monstro e gritou.
Coisa: Hey! Isso parece importante! Me empresta!
Então, Ben cravou seus dedos no buraco que fez coma cabeça e abriu a criatura, arrancando algo que parecia uma grande pedra alaranjada que pulsava.
Noturno: Não se preocupe com ele, Ser idiota! Pegue seu coração!!!
Então, o Coisa quebrou entre seus dedos a pedra coração, fazendo com que as forças da criatura cessassem.
Essa foi a distração que Reed precisava. Ele saltou como uma víbora por cima de Noturno, envolvendo-o e penetranto em seu nariz e boca, descendo pela goela. Noturno precisava de um mínimo de consciência para poder se teleportar. Sem isso, ele apenas se debateu e apagou. Os Vingadores Secretos tinham de decidir o que fazer com Kurt Wagner. Luke, Johnny e Spector deram conta do resto dos vampiros, onde os que restaram fugiram com medo da equipe.
Depois de sua decisão, eles seguiram para o Castelo Drácula.

Enquanto isso, Pietro via a chegada de seu odiado pai. Eles nunca se deram bem, mas desde o dia M, Magneto e Pietro não se bicavam. Ele pensou em correr, mas Wanda segurou seu pulso. Aquilo era estranho, afinal, Wanda nunca teve muita força física. Ela percebeu o estranhamento de Pietro e logo se explicou.
Wanda: Porque o espanto, irmão. Você sabe que sou capaz de mudar a realidade e até de criar vida... ou devolvê-la. - disse apontando para Magneto - Eu imaginei que você iria querer fugir comigo, mas eu preciso que você escute. O que aconteceu naquele fatídico dia dos mutantes é passado, Pietro. Todos nós somos muito odiados hoje em dia. Temos de nos unir. Não posso permitir que vocês se odeiem desta forma. Quem mais sofreu com o Dia M fui eu. A pessoa mais odiada na comunidade mutante sou eu. Eu trouxe nosso pai de volta para que pudéssemos tentar apagar nossas mágoas.
Magneto: Ela está certa, meu filho. A morte me ensinou muitas coisas sobre o "perder" e sobre "segundas chances". É esta a chance que quero com vocês. Sei que errei muito como pai, mas não precisa mais ser assim. Eu estou disposto a construir uma vida melhor para você e...
A conversa de pai e filho foi interrompida pela chegada dos Vingadores Secretos.
A equipe via Pietro e Wanda de mãos dadas e Magneto em frente à eles.

Então, Ben olhou para Reed com uma cara de ódio. O Sr. Fantástico não estava nem esperando e seu melhor amigo, o Coisa, agarrou-o pelo pescoço com as duas mãos. A pressão era forte e se não fosse pelo corpo elástico de Reed, Ben teria quebrado seu pescoço em migalhas de ossos.
Ben: Você prometeu que ia me curar, seu desgraçado! Sou um monstro por sua causa! Você tinha uma vida que eu invejava! Tinha filhos maravilhosos e uma esposa que todos amavam! E você sequer deu importância a isso, seu merda! A Suzie morreu e a culpa é sua! Toda sua!!! Eu te odeio! Vou te matar, safado!
Reed também começou a sentir ódio de Ben, afinal, o Coisa era o único além de Johnny que stava com Sue quando ela morreu. Se ele tivesse visto o ladrão com a arma, talvez Sue estivesse viva.

Os Fantásticos não foram os únicos que se engalfinharam. Luke sentiu uma raiva mortal do Cavaleiro da Lua. Afinal, Spector havia atacado Clint pelas costas e o deixado ferido para morrer nas mãos do Mercenário. Agora, Spector tinha o lugar de Vingador de Barton, quando ocupou todo este tempo uma cadeira na mesa de Osborn. Luke sentia que tinha vontade de arrancara a cabeça do Cavaleiro da Lua. Só que o Cavaleiro não deixaria barato.
Cavaleiro: Você é um criminoso que ganhava dinheiro para bancar o herói, Cage! Você não tem o direito de se chamar Vingador! Você é um mercenário! Mas hoje, a vingança cairá sobre você.

Pietro e Johnny também começaram a se estranhar. Não havia muito o que se explicar sobre o ódio dos dois. Pietro via Johnny como uma ameaça à sua "família". Além de ter sido um dos que foi a favor de matar Wanda após o Dia M, Johnny agora era um Vingador e viveria na mesma mansão que Crystallia. Ele não perderia tempo em tentar reconquistá-la. O Tocha era uma ameaça à Pietro que ficou louco para atacá-lo. Tocha também sentiu ódio de Pietro. Ele agora tinha tudo e Johnny nada. Estava sem a mulher que amava, pois ela tinha um filho com o mutante... e ele tinha sua irmã de volta, enquanto Johnny havia assistido a sua morrer. Johnny cogitou até a possibilidade de Wanda ser a responsável pela morte de Sue, afinal, Sue morreu porque eles haviam ficado sem poderes. Se ela fez aquilo com a raça mutante, porque não com o Quarteto?
Então, esses heróis começarama brigar feio. O único que ficou sem entender nada foi Dane WHittman.

Na verdade, Dane sentiu o cheiro estranho do ambiente assim que chegou. Sendo assim, ele segurou sua respiração, mas não teve tempo de avisar aos outros. As flores do ambiente emanavam um pólem que era muito utilizado por seres feéricos malignos. Este pólem era usado para criar ilusões e discórdia entre os homens. Dane passou muito tempo em Avalon, onde conviveu com muitas dessas criaturas mágicas. Ele sabia que os Vingadores estavam sofrendo de uma pesada ilusão de ódio um para com o outro e ele era o único sóbrio ali. Além disso, Dane Whittman através de sua vontade conseguiu quebrar a ilusão causada por uma certa... Fada. Ele viu que as pessoas ali não se tratavam de Wanda e Magneto, mas sim de seres bem mais obscuros.





A mulher vestia um espartilho erótico que deixava seus seios à mostra, além de roupas de lycra que lhe davam uma aparência mais sádica e erótica. Suas asas eram grandes e dracônicas e ela percebeu que Dane não caíra em seu jogo. Ela então deu um grunhido chiado para ele.
O outro foi facilmente reconhecido por Dane como Drácula. Entretanto, o senhor dos Vampiros tinha um olhar cansado e sua aparência era idosa, como nunca tinha se mostrado antes. Ele apenas tocou no ombro da garota e disse em tom baixo.

Drácula: Mate-o e traga seu corpo para mim. Os artefatos do Cavaleiro Negro me serão muito úteis.
Mulher: Sim, meu mestre....

Então, Drácula tornou-se um morcego e voou para o alto de seu castelo, enquanto a moça alçou vôo e avançou para cima do Cavaleiro Negro dando um rasante.

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Re: VERSO 3 - CAÇADA DE SANGUE

Mensagem  Cavaleiro Negro em Qua Jul 20, 2011 8:25 pm

Enquanto caminham o cavaleiro pensa que provavelmente com um pouco de tempo e pesquisa Dane possa curar a maldição que caiu sobre Kurt Wagner. Porém seus pensamentos são interrompidos pelo ataque do Drácula.

Dane já enfrentou a fúria da maldição da Espada do Ébano, e a energia cruel do lado mais sombrio da alma do Sentinela. Para o Cavaleiro Negro aquele gás tentando trazer o lado mais obscuro de sua alma era quase como um passeio no parque...

Mas não é seu costume em vencer tentações a verdadeira razão dele ter superado tal conflito, ele já é um velho conhecedor não só de venenos como também daquele tipo específico de veneno! Whitman, imaginava que precisaria de produtos químicos anti-feéricos. Alguns teóricos bio-misticos em alguns dos livros obscuros que o tio de Dane tinha alegam que os vampiros são uma raça de fada.

A primeira vez que ele leu isso ele não se lembra se foi em um livro de ocultismo ou de RPG... Essa coisa do RPG se confundir com a realidade é pior que uma viagem à Avalon. No caso da oponente, ele precisaria apenas de um segundo para poder pegar um pó bio-químico que serveria como um repelente temporário aos ferôrmonios de ódio.

Porém para ganhar esse tempo ele precisaria cuidar da fada em sua frente, a ação era simples. Ele espera a criatura se aproximar e grita novamente a palavra de ativação de luz: "Avalon", dessa forma deixando a criatura ofuscada por um breve momento na hora em que ela esta se aproximando. Ele então enterra a espada no tronco da adversária para com um giro a arremessar, aproveitando o próprio rasante, contra as costas do poderoso Coisa.

Coisa, que ainda deve estar bem irritado, é forte o bastante para acertar o que quer que se aproxime dele.

Enquanto ela tem de lidar com a raiva dos companheiros de Dane, o Cavaleiro saca um pó de um colorido esverdeado de um compartimento em sua armadura. Ele esperava poder ter tempo de destilar esse componente. Mas não teve, esse pó é uma versão repelente à fadas e vampiros, alguns teorizam que é por conta da essência de ambos ter componentes presentes nas flores que compoem a criação desse pólem sintetizado e no alho.

De qualquer forma, costuma amenizar efeitos psíquicos de poderes vampíricos e curiosamente de fadas. Ele torce para que seja o bastante para eles poderem se recuperar.

Pena que o Drácula se foi, estudar os efeitos do pólem sintético em ambos os adversários ao mesmo tempo seria muito educativo...

Após jogar o pó ele avança novamente atacando e enterrando a espada no mesmo local onde atingiu pela primeira vez.

-A morte irá conduzir sua alma errante para a eternidade, demônio!

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